12 ideias de terrário, das mais simples às mais ambiciosas
Floresta de musgo, deserto mineral, garrafa fechada, bosque japonês: doze composições com o seu nível, o seu recipiente e as plantas a prever.

Neste guia
Para ler também: Antes de escolher uma árvore em miniatura, conheça os limites do bonsai num terrário.
Um bom terrário parte de uma ideia clara, não de uma acumulação de plantas. Aqui ficam doze composições que funcionam, ordenadas das mais simples às mais exigentes, cada uma com o seu recipiente, as suas plantas e o seu nível. Uma regra atravessa toda a lista: todas as plantas de uma composição devem pedir o mesmo. É isso que separa um terrário que dura de um que declina.
As simples
O mussário
Apenas musgo, talvez com um fragmento de madeira ou uma pedra. Nenhuma planta vascular.
Recipiente: qualquer frasco fechado, por mais pequeno que seja — é a única composição que funciona abaixo dos 10 cm. O que prever: musgo em manta no chão, uma ou duas almofadas, um pedaço de madeira seca. Nível: muito fácil. Veja: Musgo em almofada ou musgo em manta.
O bosque em miniatura
O clássico e o melhor primeiro terrário: três plantas de sub-bosque, um tapete de musgo, um pequeno pedaço de madeira.
Recipiente: frasco fechado de 20 a 25 cm, boca larga. O que prever: um pequeno feto, uma fitónia, uma figueira-rasteira, algum musgo. Nível: fácil. Veja: O seu primeiro terrário: o guia para principiantes.
A taça de suculentas
Uma taça larga e baixa, suculentas, uma cobertura de areia clara. Luminosa e gráfica.
Recipiente: terrário aberto, uma taça mais larga do que alta. O que prever: três a cinco suculentas, substrato mineral, gravilha para o acabamento. Nível: fácil, desde que haja muita luz. Veja: Terrário de suculentas.
O terrário de secretária
Formato pequeno, plantas que toleram luz moderada, atenção duas vezes por ano.
Recipiente: frasco fechado de 15 a 20 cm. O que prever: peperómia, um pequeno feto, musgo. Nível: fácil. Veja: Um terrário na sua secretária.
As intermédias
A floresta em miniatura
Uma verdadeira paisagem: relevo, um caminho, uma árvore em miniatura, vegetação a várias alturas.
Recipiente: frasco ou garrafão de 25 cm ou mais. O que prever: um feto ao fundo, selaginela no chão, figueira-rasteira sobre um pedaço de madeira, musgos, areia para o caminho. Nível: intermédio. Veja: o projeto Uma floresta em miniatura sob o vidro.
O terrário em garrafa
Uma garrafa deitada ou de pé, plantada com pinças pelo gargalo. O mais forte efeito de mundo fechado que existe.
Recipiente: garrafa de vidro transparente, rolha de cortiça. O que prever: ferramentas compridas são indispensáveis, e plantas muito pequenas. Nível: intermédio; a dificuldade está no manuseamento. Veja: Terrário em garrafa.
O bosque japonês
Musgo dominante, uma pedra em pé, uma única planta direita. Uma composição depurada, inspirada nos jardins secos.
Recipiente: taça baixa fechada, ou uma campânula sobre base. O que prever: musgo em manta, uma pedra bem escolhida, uma única planta — um feto ou uma selaginela. Nível: intermédio. A dificuldade é escolher a pedra: é ela que faz a composição.
O terrário de cor
Um esquema tonal construído em torno de um tom dominante: rosa com fitónia e hipoestes, ou bronze com pilea involucrata e cryptanthus.
Recipiente: frasco fechado de 20 a 25 cm. Nível: intermédio. Um só tom dominante de cada vez, ou o olhar já não sabe onde pousar.
O deserto mineral
Faixas de areia coloridas, suculentas espaçadas, rochas. Uma paisagem mais do que um jardim.
Recipiente: terrário aberto, geométrico ou uma taça. O que prever: substrato mineral, areias de vários tons, suculentas de formas contrastantes. Nível: intermédio. Veja: o projeto Um deserto em miniatura.
As ambiciosas
O garrafão tropical
Grande volume, gargalo estreito, vegetação densa a vários níveis. A peça mais impressionante de todas.
Recipiente: garrafão de 10 litros ou mais. O que prever: ferramentas compridas, paciência, plantas de crescimento lento. Nível: avançado. Veja: o projeto Um terrário tropical num garrafão.
O terrário bioativo
Um solo vivo, com uma microfauna de decompositores que trata da matéria morta no próprio local.
Recipiente: fechado, de 15 litros ou mais, para que o solo encontre o seu equilíbrio. O que prever: uma camada de drenagem cuidadosamente montada, uma folhada, colêmbolos. Nível: avançado. Veja: Terrário bioativo.
A parede viva sob o vidro
Um painel de fundo plantado, com fetos e figueira-rasteira a trepar sobre um fundo texturado.
Recipiente: um terrário alto e fechado com um fundo trabalhado. O que prever: um suporte de fixação, esfagno, plantas trepadeiras. Nível: avançado. É a composição mais demorada de montar e a mais impressionante no final.
Antes de escolher
Três perguntas resolvem tudo, antes mesmo de se falar de estilo:
Que luz tem? Muita, e direta: deserto, suculentas. Intensa mas indireta: tudo o resto. Pouca: mussário, fetos, terrário de secretária.
Quanto espaço? Abaixo de 3 litros, só o mussário funciona verdadeiramente.
Quanto tempo lhe vai dedicar? Todas estas composições precisam de duas ou três intervenções por ano, exceto as ambiciosas, que pedem mais no primeiro ano.
Se estiver indeciso, o teste Que pequeno mundo vivo deve criar? responde em quatro perguntas.
Fontes
Perguntas frequentes
Que ideia escolher para um primeiro terrário?
O bosque em miniatura num frasco de boca larga: três plantas, algum musgo e um recipiente que se reabre com facilidade para corrigir o que for preciso. É a composição mais tolerante.
Podem misturar-se vários estilos num só terrário?
Não propriamente. Cada estilo assenta num regime coerente de água e de luz. Misturar um deserto e um bosque no mesmo frasco condena um dos dois.
Que ideia convém a um recipiente muito pequeno?
O mussário: apenas musgo, talvez com um fragmento de madeira. É a única composição que funciona verdadeiramente abaixo dos 10 cm.
Quanto tempo demora um terrário a parecer-se com a fotografia?
Dois a três meses. No dia da montagem, os torrões e as juntas do musgo ainda se veem; desaparecem quando as plantas se encontram.








