Ficus pumila no terrário: o guia completo
A figueira-rasteira cobre o chão, trepa pela madeira e pelo vidro e cresce depressa. Luz, substrato, poda e condução para que não engula a composição.

Neste guia
O Ficus pumila, a figueira-rasteira, é a planta de cobertura do terrário fechado: forra o chão, trepa sobre a madeira e agarra-se ao vidro, com pequenas folhas em forma de coração de dois a três centímetros. É resistente e fácil, com uma única restrição verdadeira: cresce depressa e, sem poda regular, cobre o resto da composição em poucos meses.
Num relance
| Nome botânico | Ficus pumila |
| Outros nomes | Figueira-rasteira, figueira-trepadeira |
| Origem | Ásia Oriental |
| Tamanho sob o vidro | Rasteira e trepadeira, comprimento ilimitado se não for podada |
| Crescimento | Rápido |
| Terrário fechado | Sim, o seu lugar ideal |
| Terrário aberto | Desaconselhado |
| Luz | Indireta intensa a sombra parcial |
| Humidade | Elevada, mas tolera as oscilações melhor do que a fitónia |
| Temperatura | 16 a 26 °C |
| Dificuldade | Fácil |
O que traz a uma composição
Uma composição de terrário precisa de três registos: altura, volume e cobertura. A figueira-rasteira desempenha este último. Liga os elementos, veste uma raiz ou uma pedra e esconde as margens dos torrões que denunciam uma montagem recente.
As suas ventosas permitem-lhe trepar sem suporte. Deixada sozinha sobre um pedaço de madeira, transforma-o numa coluna verde em poucos meses — um dos efeitos mais marcantes que se pode obter num pequeno volume.
É também mais tolerante do que a maioria das vizinhas: aguenta uma descida de humidade ou um descuido que teriam derrubado uma fitónia. Para um principiante, é uma margem de segurança.
Luz
Intensa mas indireta, como todas as plantas do sub-bosque. Aceita uma posição mais fraca do que a média — um canto luminoso de uma divisão chega — mas com pouca luz os caules esticam e a folhagem rareia.
Nunca sol direto: sob o vidro, as folhas queimam numa só tarde. Veja Terrário demasiado quente.
Substrato e plantação
Um substrato tropical para terrário arejado, à base de fibra de coco e casca fina. Lave o torrão em água morna antes de plantar, para eliminar o substrato do viveiro, que retém humidade a mais num ambiente fechado.
Plante-a na orla ou ao pé de um elemento de decoração, não ao meio: encontrará sozinha o caminho para a luz e para o vidro. Para a conduzir ao longo de uma raiz, basta encostar um caule à madeira e ela agarra-se.
Rega
Nada de especial: num terrário fechado equilibrado, serve-se sozinha. Só intervém quando a névoa deixa de se formar no vidro durante algum tempo — veja Regar um terrário.
Suporta melhor uma ligeira escassez do que um excesso. Folhas moles e translúcidas sobre um substrato encharcado sinalizam um terrário demasiado húmido, não sede.
A poda, o verdadeiro assunto
É a única restrição da planta, e é real. Deixada em paz, a figueira-rasteira:
- cobre as plantas mais lentas, que definham por baixo dela;
- encosta as folhas ao vidro, onde apodrecem na humidade estagnada;
- acaba por tomar conta de todo o volume.
Corte as pontas aproximadamente de dois em dois meses, com uma tesoura fina. A planta ramifica e fica mais densa em vez de correr. Já agora, descole os caules colados ao vidro e retire as folhas acastanhadas.
As aparas enraízam sozinhas: pouse um caule de alguns centímetros sobre o substrato húmido e pega em duas a três semanas. É a forma mais simples de engrossar uma composição sem comprar nada.
Problemas comuns
Folhas secas e quebradiças nas pontas dos caules. O ar está demasiado seco ou o terrário já não fecha bem — veja Terrário demasiado seco.
Folhas castanhas e moles contra o vidro. Contacto prolongado com o vidro húmido. Descole-as, retire as folhas afetadas e corte o caule.
Folhas a amarelecer uma a uma desde a base. Em geral, água a mais — veja Folhas amarelas num terrário.
Com que plantas combinar
Com tudo o que peça as mesmas condições: fitónia pela cor, selaginela pela textura, peperómia pelo volume, um pequeno feto pela altura e musgo no chão.
Uma palavra de cautela: o seu vigor faz dela uma má vizinha para plantas muito lentas, que acaba por sufocar. Dê-lhe um dos lados da composição em vez de a plantar ao meio.
A prateleira de plantas tropicais reúne as nossas espécies compatíveis, e Que plantas para um terrário apresenta a seleção por tipo.
Fontes
Perguntas frequentes
O fícus pumila trepa pelo vidro?
Sim, agarra-se ao vidro com a mesma facilidade que à madeira, com minúsculas ventosas. Fica bem, mas as folhas encostadas ao vidro acabam por apodrecer na humidade estagnada: descole-as com regularidade.
Com que frequência deve ser podado?
Aproximadamente de dois em dois meses sob o vidro. Cresce depressa e sufoca as vizinhas se o deixarmos. Corte as pontas: ramifica e fica mais denso em vez de correr.
Convém a um terrário aberto?
Não propriamente. Suporta melhor a humidade moderada do que uma fitónia, mas ao ar livre de uma divisão aquecida as folhas secam. O seu lugar é o terrário fechado.
Pode multiplicar-se por estaca?
Sim, com muita facilidade. Um caule de alguns centímetros pousado sobre substrato húmido enraíza em duas a três semanas na humidade de um terrário fechado.




